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riscos_e_rabiscos

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Que Caraças!

 

Se fosse terça-feira, eu diria que já tínhamos entrado no Carnaval. Antecipado, é certo, mas que já andava tudo sob influência do Entrudo. Parece que escolheram as quartas-feiras para fazer palhaçadas aqui à “me”. Na quarta-feira passada foi dia de palhaçada também!

 

***

Começámos logo bem o dia com uns valentes puxões de cabelos, fora a chuva. Calma, não é nada disso do que estão a pensar!

Fui apanhar a minha camioneta de sempre para ir para o colégio e tive como companheira traseira de bordo – soa estranho, não soa? – uma gaja qualquer que não a minha “velha” companheira velha-da-camioneta. Até aqui tudo natural… a velha-da-camioneta deixou o lugar vazio porque se baldou ao trabalho e outra açambarcou-se.

 

Não sei o que é que a energúmena da minha companheira traseira de bordo ia a fazer que se fartou de me puxar os cabelos o trajecto inteiro. Lá protegia eu o cabelo para lhe dar a “pista” que ela se estava a esticar mas a estúpida nem tchum! Puxou o quanto lhe apeteceu e - preparem-se! – nem desculpa me pediu!!!

Se eu não fosse uma gaja que não é de escândalos, se não estivesse a chover e se eu não fosse carregada que nem uma burra, ele veria o que era bom para a tosse!

 

Depois foi a vez do colégio. O meu 1º ano parecia que estava possuído por um qualquer espírito de galinha, pois foi difícil fazê-los calar. Até as “santinhas” de serviço estavam fora de controlo. Passei uma série de recados para casa.

A meio da aula, a luz foi-se abaixo. Eu até nem estranhei porque este fenómeno acontece várias vezes, principalmente às quartas-feiras, quando é necessário ligar vários aquecimentos. O pior é que hoje a luz nunca mais voltava. Lá foi o meu plano de aulas para o espaço! Que raiva! Tanto trabalho para nada!

 

Passou o tempo de aula e nada de luz. Chegou a hora da outra aula e nada de luz. Fui expor o caso ao director pois não se via nada dentro das salas e não havia condições de trabalho. Desatou-se a rir e disse para cantarmos e dançarmos. Humpf!

Peguei nos putos, fomos para a sala e adiantámos um trabalho de “arts & crafts” até que a escuridão nos permitisse. Quando decidi mandar os putos arrumar, não é que a luz voltou! Argh!!!

 

Terminado o meu período de aulas, fui apanhar a minha camionetazinha para vir para casa. Mal sabia eu que iria “secar” – secar à chuva, onde já se viu?! – mais de meia hora pela dita cuja. Se eu não tivesse mais nada para fazer, até se calhar era fixe. Ficar ali, sentada na paragem, a contar carros… Se calhar até funcionava como anti-stressante. Mas estava uma chuvinha fininnha irritante e começou a ficar um nevoeiro que não se via um palmo à frente do nariz!

 

Opá, há dias em que não se devia MESMO sair de casa! Argh!